segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sida em Angola


Na década 80 surgiu o VIH/ SIDA, que apesar de ser a mais recente, já dizimou milhares de pessoas no nosso pais e continua a ceifar vidas. De acordo com a directora do instituto nacional de luta contra a SIDA, Dulcelina Serrano, estatísticas feitas até aqui revelam que mais de dois milhões de Angolanos estão infectados pelo VIH/SIDA. A organização mundial da saúde (OMS, 2005) revelou que até Dezembro de 2005 os casos de SIDA confirmados em Angola apontavam para dezanove mil pessoas. A incidência desta doença, vem aumentando nos últimos tempos, o que é actualmente considerado problema de saúde pública. Este aumento ocorre em consequência das baixas condições socio-económicas e culturais, das débeis actuações dos serviços de saúde, bem como a falta de uma educação sexual adequada voltada sobretudo para os jovens. É bem verdade que a sexualidade não tem nada de imoral. As funções naturais do corpo não podem ser imorais e todos os mistérios e dissimulações não conseguirão modificar em nada o curso dos fenómenos naturais, daí a necessidade de se optar por uma educação sexual.

O hospital Esperança, em Luanda, é a única unidade no país, especializada no tratamento de doentes com SIDA e regista em média trinta casos por dia, predominantemente na faixa de idade fértil, entre os 19 e os 35 anos. Em alguns dias, o hospital recebe cinquenta novos casos por dia. A infecção predominante em Angola é por via sexual. Este hospital, tem a capacidade de atender cerca de trezentos doentes por mês, em regime ambulatório, doentes vindos de todas as províncias do país. Os dados revelados por Milton Veiga, indiciam um aumento de casos de SIDA em Angola, numa altura em que o governo lançou a campanha de sensibilização dirigida aos jovens, num esforço para combater a ignorância sobre a doença num país onde as relações sexuais se iniciam cedo e sem protecção. Um estudo realizado sobre conhecimentos, atitudes e práticas sexuais de jovens do meio urbano em Angola, revelou que 3%dos jovens iniciam a vida sexual aos treze (13) anos. Os dados mais recentes referem que foram registados em Angola mais de 19 mil casos de SIDA, desde 1981, altura em que ocorreu o primeiro caso no país. (Agencia LUSA). A Coordenadora do Programa Nacional de Luta Contra a SIDA, Dulcelina Serrano, revelou em Junho de 2006, que no primeiro semestre deste ano, foram diagnosticados em Angola três mil novos casos de SIDA. Serrano (2006), explicou que estes casos foram detectados graças à abertura de novos centros para testes voluntários. Em 2004, estimava-se que 5% dos cerca de treze milhões de habitantes, estavam infectados com o vírus da SIDA em Angola, país que possui a taxa de prevalência mais baixa da Africa Austral. O governo angolano lançou este ano, uma campanha de sensibilização sobre a SIDA, nas escolas que deverá abranger em todo o país cerca de 600 mil alunos na faixa etária entre os 10 e os 18 anos. Se o mundo aprendeu alguma coisa acerca da SIDA, é que os jovens têm energia para absorverem novas ideias mais facilmente (Iyer, 2006). Os jovens sozinhos não podem vencer a SIDA, é necessário liderança, desde o mais alto nível para confrontar os hábitos controversos que conduzem às epidemias juvenis de SIDA. (Lusa, 2006).

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